O SEGREDO DA LIVRARIA DE PARIS
Autora: Lily Graham
Editora Gutenberg

Sabe aquele livro que te prende do início ao fim? É esse!
Para o meu ritmo de leitura atual, finalizei em pouco tempo, porque não conseguia largar.
Vamos voltar à Paris dos anos 1960 com Valerie. Ela cresceu na Inglaterra com a tia, mas decide ir para Paris conhecer mais da sua história.
A jovem é grata pelo carinho e educação que recebeu, mas deseja saber sobre seu passado e só tem uma pessoa que pode falar sobre isso. O problema é que essa pessoa não vai falar abertamente.
Por isso, Valerie se disfarça para conseguir trabalhar na livraria do avô, um velho ranzinza. Ela vê um anúncio no jornal de uma vaga na loja e se candidata usado outro nome.
Após a aprovação, ela se muda para Paris, na cara e na coragem. Apesar de estar no mesmo lugar onde a mãe morou e com seu avô, as coisas não são fáceis para ela.
A convivência deles não é fácil, porque eles discutem por tudo, mas monsieur Dupont aos poucos se afeiçoa à jovem.
Com o tempo, Valerie descobre porque foi dada para ser criada por outras pessoas e não ficou com o avô. Ela começa a perceber que a história é muito mais profunda do que imaginava, mas não consegue parar até descobrir tudo.
Bom, ela sabe que sua mãe morreu, mas não tinha noção de como isso aconteceu ou quem é seu pai. E essas perguntas a levam a se arriscar para descobrir sua origem.
O enredo é envolvente e a gente quer saber tudo sobre a Valerie. Em certo ponto, eu já imaginava o que tinha acontecido e, considerando que ela nasceu durante a Segunda Guerra, sua situação não era fácil.
Eu não conseguia largar o livro até terminar e amei a história – tem apenas uma cena levemente descritiva e alguns palavreados desnecessários (pra mim), rs
Gostei também que a autora trouxe uma outra abordagem (relativamente nova para mim) da Segunda Guerra Mundial, afinal acompanhamos o dia a dia de uma livraria em Paris, que estava tomada pelos nazistas.
Fico imaginando como deveria ter sido a vida para essas pessoas, privadas de sua liberdade e, muitas vezes, tendo que fazer coisas que não gostariam, para apenas sobreviver.
É claro que isso não justifica muitos atos errados cometidos, mas os parisienses também não perdoaram quem não ofereceu resistência aos apelos e investidas alemãs.
No fim, indico bastante o livro – e você pode ver mais sobre ele (ou comprá-lo) na Amazon neste link.


