Livros e literatura

A empatia na arte

Se a arte imita a vida, precisamos aprender com ela, para sermos pessoas melhores. Mais humanos, mesmo.

É claro que tem arte que é puro entretenimento, mas em vários momentos, podemos entender melhor outras realidades e julgar menos as pessoas.

Que consumir arte não seja apenas para termos repertório cultural. Que nos dê repertório humano também.

 

Pensa comigo: a literatura e o cinema têm muito em comum. Estas formas de arte podem representar a vida humana e nos mostrar realidades que, sem eles, dificilmente conheceríamos.

Por exemplo, ao ler o relato de um sobrevivente do Holocausto, entendemos um pouco mais sobre como foi aquele período. Assistir um filme sobre algum acontecimento marcante da História nos ajuda a compreender porque algumas coisas são como são.

É claro que nem toda forma de arte precisa ter esse viés realista. Algumas vezes queremos apenas nos distrair, com algo leve e simples.

Mas a “boa” arte também é capaz de despertar em nós a empatia, com histórias que nos marcam e nos fazem pensar.

Talvez o exemplo mais recente seja o filme Ainda Estou Aqui, indicado ao Oscar e já premiado, retrata um pouco da ditadura militar no Brasil. A história, sob a ótica de Eunice Paiva, mostra a dureza deste período.

Além disso, vemos a força que ela precisa ter para buscar o mínimo de justiça para o marido e para manter os filhos unidos e bem (dentro do possível).

Uma leitura que está em andamento é o relato de uma sobrevivente de Auschwitz, o maior campo de concentração do Holocausto. O relato de Eva chega a ser revoltante, considerando tudo o que ela enfrentou – mesmo depois da Guerra, afinal, algo assim muda uma pessoa profundamente.

A arte diverte e ensina, mas também pode nos dar empatia. Ao mostrar o que outras pessoas passam e sentem, podemos entender melhor suas motivações e atitudes, reduzindo o julgamento.

Nem toda obra terá esses poder sobre nós – e está tudo bem. O importante é estarmos atentos para apreciar os valores que as histórias nos trazem.

Se não nos sensibilizarmos com a dor do outro, corremos o sério risco de cairmos nos mesmos erros de antes.

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