JOGOS VORAZES
Autora: Suzanne Collins
Editora Rocco

Jogos Vorazes é o primeiro livro de uma série distópica que leva seu nome, sendo atualmente uma das mais conhecidas do gênero. A história se passa em Panem, uma versão futurista e pós-guerra da América do Norte, com 12 distritos, que é comandada com mão de ferro pela Capital. Os distritos vivem de forma precária, em sua maioria. A Capital, porém, vive no luxo e na extravagância.
Todos os anos, para mostrar seu poder, a Capital organiza um espetáculo peculiar, chamado de Jogos Vorazes. Dois jovens (de 12 a 18 anos) de cada distrito, conhecidos como tributos, são sorteados para lutar na Arena pela sobrevivência.
Dos 24 jovens, apenas um permance vivo.
Essa é a forma da Capital lembrar os distritos sobre quem realmente está no poder, embora sem o apoio das 12 regiões, a Capital não tenha condições de subsistir, pois não produz nada.
Nesse cenário, conhecemos Katniss, uma jovem arisca de 16 anos que se oferece para ir como tributo do distrito 12 no lugar na irmã. Sem o pai, morto em uma mina da região, Katniss carrega uma revolta muito grande por tudo o que enfrentou e pela forma como a sociedade está.
Ela e Peeta (o rapaz sorteado) precisam seguir exatamente o que é orientado para continuarem vivos quando os Jogos começarem. A descrição das cenas permite imaginar os ambientes e a dificuldade enfrentada por nossos personagens.
A história é bem fluida e consegui ler bem rápido (considerando meu tempo diário de leitura). A autora sabe dar os detalhes da história sem exageros e é possível perceber os conflitos emocionais dos personagens.
A crítica política é bem forte em todo o livro e traz algumas reflexões interessantes sobre os governos e a situação das populações de modo geral. Acho que isso é o que torna a história interessante, afinal qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência hahaha
Apesar da minha última experiência com sagas não ter sido boa, Jogos Vorazes entrou pra minha lista de livros preferidos.
Trechos que gostei
“não é da minha natureza cair sem lutar, mesmo quando as coisas parecem insuperáveis” (p. 43)
“Como deve ser, imagino, viver num mundo onde a comida surge com um apertar de botões? Como eu passaria as horas que agora dedico vasculhando a floresta em busca de sustento se a comida fosse assim tão fácil de se conseguir? O que eles fazem o dia inteiro, essa gente da Capital, além de decorar os próprios corpos e esperar cada novo suprimento de tributos que vão morrer para garantir a diversão deles?” (p. 73)
“Quero fazer alguma coisa, aqui mesmo, neste exato momento, para envergonhá-los, para responsabilizá-los, para mostrar à Capital que o que quer que façam ou nos forcem a fazer aqui, haverá sempre uma parte de cada tributo que não está sob suas ordens.” (p. 253)


