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Resenha: Assassinato no Expresso do Oriente

Assassinato no Expresso do Oriente
Autora: Agatha Christie
Editora L&M Pocket
Páginas: 272

Avaliação: 9.5 de 10.

É perto da meia-noite quando a neve acumulada sobre os trilhos interrompe a jornada do Expresso Oriente, o mais luxuoso trem de passageiros do mundo, que liga a Ásia à Europa. A bordo, milionários, aristocratas, empregados – e um assassino. Porém, no mesmo comboio, encontra-se ninguém menos que Hercule Poirot. Caberá ao meticuloso detetive investigar os passageiros e descobrir quem é o ousado criminoso, já que a suspeita recai sobre todos os presentes.

 

O que a princípio seria mais uma viagem comum no famoso trem Expresso do Oriente se torna um “pequeno” episódio, no mínimo, interessante.

A viagem se passa no inverno do hemisfério norte, ou seja, com muita neve se acumulando ao redor da locomotiva, até que esta não consegue mais se deslocar e para no final da noite em um banco de neve. Exatamente à meia-noite e meia.

A rotina dos passageiros parece normal, mas é aí que um misterioso assassinato acontece e todos os passageiros do trem são colocados na posição de suspeitos pelo excelentíssimo detetive Hércule Poirot, que coincidentemente também estava a bordo.

O morto foi encontrado com 12 punhaladas, que foram desferidas entre a meia noite e as duas horas da manhã, isso é tudo o que se sabe. Como era impossível sair do trem durante a madrugada, devido à nevasca, o assassino estaria entre os passageiros. Agora, Poirot precisa descobrir quem cometeu o crime e por quê.

Com seus métodos “não convencionais” de investigação, Poirot desenvolve, em pouco tempo, um raciocínio que liga todas as pistas ao verdadeiro motivo do crime. Afinal, esse é um dos casos mais intrigantes que o detetive belga resolveu, com a cena da morte e todos os suspeitos à sua disposição para investigar da maneira que melhor entendesse.

 

Minha opinião e experiência de leitura

Essa é uma das obras mais famosas da escritora Agatha Christie e já ganhou duas adaptações para o cinema: uma em 1974 e outra em 2017. Foi por conta desta última que eu decidi ler o livro-base para o filme – até eu saber que o filme seria lançado, a obra estava no fundo do fundo do fundo da minha lista de “livros a ler”. Resultado: li o livro e ainda não vi o filme.

Já tive algumas decepções com livros da Agatha, pois como comecei minha saga no mistério com Sherlock Holmes, foi normal no início comparar os dois autores e os dois detetives. Porém, este livro é uma das obras mais famosas da autora com razão..

Com o desenrolar da história, o crime parecia insolúvel para mim. Não conseguia acompanhar nenhuma das pistas, embora tivesse alguns palpites sobre a identidade do assassino.

Na minha opinião, os personagens são bem construídos, apesar de serem muitos, por isso me perdi em alguns detalhes (ajuda o fato de eu ler rápido demais) que apareceram ao longo da história e precisava retornar algumas páginas para reler pequenos trechos ou acompanhar o raciocínio vendo o mapa da locomotiva.

Porém, entretanto, todavia… o final foi surpreendente para mim! Não esperava a resolução do crime daquela maneira, com tanta coisa se encaixando ao mesmo tempo.

Dona Agatha Christie fez um excelente trabalho, conseguindo amarrar muito bem cada personagem na trama geral.

Sendo assim, minha visão final do livro é maravilhosa! É, sim, muito bom e vale a pena a leitura, que é fluída e envolvente ♥

 

Citações marcantes

“Por três dias, essas pessoas, estranhas entre si, são reunidas num só lugar. Comem e dormem sob o mesmo teto, não podem fugir umas das outras. Ao final de três dias, despedem-se, cada uma segue o seu caminho, talvez para nunca mais tornarem a se ver” (p. 29)

“O impossível não pode ter acontecido; portanto o impossível deve ser possível apesar das aparências” (p. 159)

 

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